Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
A Caligrafia - Percutindo Mundos
Sábado, 4 de Julho de 2009
Se súbito sou tudo
ou ritmo, ou som, ou silêncio,
ou dia, ou a noite,
ou sono, ou vigília,
dúvida,
enigma, procura,
o instante e a eternidade,
as lembranças do que ainda viverei,
o samba do passista,
o riso, o espanto,
as ruas molhadas pela chuva,
o olhar e as janelas ,
as manhãs de sol abertas de par em par,
a velocidade e a mansidão,
um grão de areia e o nascimento de uma estrela...
sou eu ou são apenas os seus olhos inundando o mundo dos significados...
passeando pela linha tênue
que separa meu mundo do seu,
mundos paralelos,
simultâneos e virtuais,
porque se sou o que sou
só posso se-lo na medida em que você
me vê
Márcio Barreto
Dulixo de luto

Dulixo está de luto...faleceu nessa madrugada nosso grande amigo Luis Antônio Diel ( Pisca)....pai do também meu amigo Atila...que nestes últimos tempos lutava contra uma forte doença...mais que hoje na certeza ta curado e descansa ao lado direito do Pai....agradeço por todos os momentos que passamos juntos desde minha infância...que Deus o abençoe assim como todos os seus que ficam dando continuidade a vida....descanse em paz guerreiro....tamo junto sempre.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Di menor

Menino de pé descalço...fruto do descaso
Caminha solitário pela cidade de concreto e aço
Para as madames é pesadelo
Um estorvo pro governo
De bandido dizem ser modelo
Mais somente uma criança
Que um dia do país já foi esperança
Mais que lhe virou as costas
Dando como opção a vida torta
Sem conhecer carinho e amor
Se transformou em algo que agora causa dor
Qual será seu presente?
Sem natal ou aniversário...mais um carente?
Qual será seu futuro?
Uma cela fria atrás de grades e muros?
A calçada a tempos a fez de lar
Onde qualquer tipo põe os pés
Sem pedir licença para entrar
Como crescerá um bom homem
Se o sentimento mais latente é a fome
Inglês sempre muito educado
Manda pro Brasil...um navio de brinquedos contaminados
Presente de grego pra menor abandonado
“Lave bem antes de usar”... dizia o recado
Ficou chocado? Olhe pro lado...
Até quando vai ficar omisso?
Vai continuar dizendo que nada tem a ver com isso?
Que os pais que tinham que ter compromisso
Que pau que nasce torto morre torto...tem que dar é sumiço
Se livrar do problema sempre foi o melhor caminho
Arranca a rosa do caule pra esconder os espinhos
Meninos de rua..que um dia foram inocência pura
Se tivesse ganho um pouco de carinho...educação...respeito...cultura
Certeza não estariam nessa vida dura
Entre migalhas...drogas.... viaturas...quando não sepultura
Mais a quem interessa dar ajuda?Quem?
Eu? Voce? Fica no ar a pergunta!
Tubarão
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Empresa inglesa envia lote de lixo tóxico para o Brasil
A Receita Federal e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul investigam o desembarque de 64 contêineres carregados com cerca de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP).
O lote de lixo, que equivale a 7,7% do que é produzido por dia no município de São Paulo, veio da Inglaterra e foi enviado irregularmente ao Brasil, segundo a investigação.
Até ontem, 40 contêineres estavam retidos em Rio Grande, oito foram parados na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) e 16 no porto de Santos.
Segundo o auditor Rolf Abel, chefe substituto da seção de vigilância do controle aduaneiro da alfândega de Rio Grande, trata-se de esquema similar ao usado pela máfia italiana, que envia lixo para países africanos.
Na documentação entregue nas alfândegas, consta que a carga seria de polímero de etileno e de resíduos plásticos, que deveriam ser usados na indústria de reciclagem.
No entanto, além de sacolas plásticas, havia papel, pilhas, seringas, banheiros químicos, cartelas vazias de remédios, camisinhas, fraldas, tecido e couro, dentre outros. Moscas e aranhas também foram encontradas nos contêineres.
O que chamou a atenção é que em um dos contêineres havia um tonel com brinquedos onde estava escrito: "Por favor: entregue esses brinquedos para as crianças pobres do Brasil. Lavar antes de usar".
A carga partiu do porto de Felixstowe, um dos maiores do Reino Unido. Antes de chegar ao Brasil, o navio passou pelo porto de Antuérpia, na Bélgica.
As investigações apontam que o lixo foi enviado por uma exportadora inglesa, que não teve o nome revelado.
"A denúncia partiu de uma empresa brasileira que importou produtos para reciclagem [procedimento considerado legal]. Quando receberam a carga, viram que era lixo doméstico, e não resíduos de plástico, como eles encomendaram"
Cinco empresas (quatro com sede no RS e uma em SP; os nomes não foram revelados) importaram o lixo, apuraram a Receita e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Cada uma foi multada em R$ 408 mil. Elas têm de enviar a carga de volta para a Inglaterra em até dez dias e têm 20 dias para recorrer da multa.
Segundo o chefe do escritório do Ibama em Rio Grande, Sandro Klippel, as empresas infringiram a Convenção de Basileia -que regula o transporte de resíduos perigosos-, e a resolução 23 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
Klippel disse que as empresas não tinham autorização do Ibama para importar polímero de etileno. "Tudo indica que elas tentaram enganar as autoridades também da Inglaterra."
Por AFONSO BENITES
da Agência Folha
DUAS CARAS

Sábado, 27 de Junho de 2009
11º Suburbano no Centro -SP
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Tio Fresh e Sombra
Nesse sábado, 27 de junho, tem mais uma Edição da *Festa Colex, dessa vez com as apresentações de Tio Fresh (SP Funk) e Sombra. O MC da festa será Max B.O, continuando o bom trabalho da edição anterior, e o DJ residente é o Suissac (Mzuri Sana).Tio Fresh e Sombra estão desenvolvendo trabalhos em carreira solo, o primeiro prepara o lançamento do seu primeiro disco e Sombra está fazendo os shows do primeiro trabalho que já está nas ruas, o CD "Sem Sombra de Dúvidas". No mesmo dia será lançada e comercializada a camiseta oficial desses artistas.
Shows: Tio Fresh e Sombra
www.myspace.com/tiofresh
www.myspace.com/semsombradeduvida
Local: Hole Club - Rua Augusta, 2203 - Jardins
Apresentação: MC Max B.O.
DJ: Suissac (Mzuri Sana)
Data: 27 de junho de sábado
Horário: 23h
Entrada: Mulheres vip até 00:30 após R$ 10,00
Homens R$ 12,00 com nome na lista ou flyer ou R$ 15,00 sem nome ou flyer
Censura: 18 anos
Lotação: 400 pessoas
Informações: (11) 3224-9730 ou listacolex@gmail.com
Apoio: Colex, Lifestyle e Revista Elementos.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Trupe D`Areia
Se chover até 2h antes do espetáculo, a apresentação será transferida para as dependências do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Teatro Municipal - AV. Pinheiro Machado, nº 48).
Após a apresentação haverá um bate-papo com o grupo, aberto ao público.
A Mostra tem Apoio do Restaurante Gotissô / Parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro e Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR-SP)/ Realização - Trupe Olho da Rua / Co-PatrocínioSecretaria de Cultura de Santos e Prefeitura da cidade de Santos / Patrocínio - ProAc (Programa de Ação Cultural) Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura do Estado.


Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Diploma de jornalismo é perfumaria !
Ninguém diz nada sobre a conjuntura em que o diploma foi criado. Assim, como ninguém diz nada sobre a conjuntura atual, a do fim do diploma. É preciso, no entanto, assinalar a característica básica dos dois momentos: ditadura militar e ditadura midiática. Absoluta falta de democracia. Ditabrandas. O MST pode dizer algumas coisas interessantes sobre o tema. Na militar, as redações eram “controladas” por intelectuais de esquerda. A ditadura precisava de “profissionais” com outro perfil. No começo foi quase impossível. A meninada (com o diploma) mandava “bala” contra a ditadura. E os “velhos” jornalistas prestigiavam. No mínimo faziam vistas grossas. Na atualidade, o fim do diploma “flexibiliza” e reforça os cursinhos técnicos de comunicologia. Uma adequação ao Deus Mercado. A grande novidade - e a mídia corporativa precisa - será a formação de showrnalistas especializados na transmissão de infográficos online. Ou de “especialistas” em segurar microfone. Isso tudo é uma grande piada.
Está aberta, no entanto, a possibilidade de implodirmos com os cursos de “comunicologia”, pela esquerda. Está aberta a possibilidade de formação de JORNALISTAS marginais, subversivos e da periferia. Estes cursos populares darão prioridade à formação do caráter. Não esquecendo, é claro, que a esquerda sabonete é um zero à esquerda. Uma idéia anarquista. Em 20 anos de Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) nunca tive um aluno negro que não fosse africano. Não tive em aula um estudante de JORNALISMO morador da Lomba do Pinheiro (periferia de Porto Alegre). Estamos de olho na possibilidade de construção de ESCOLAS DE JORNALISMO na periferia. Currículo de AgiProp (agitação e propaganda). Contra o sistema. Luta de classes existe, sim. O “showrnalismo” que a mídia corporativa faz ficará “melhor”. Zerolândia ficará melhor “qualificada”. Especialistas (não diplomados) poderão brilhar.
Comecei na profissão com Marcos Faerman (Marcão), trabalhei com Pilla Vares, João Aveline e José Onofre; tive aulas de marxismo e de jornalismo com Marco Aurélio Garcia, criador do primeiro Caderno de Cultura de ZH; também tive algumas lições de jornalismo com Jefferson de Barros. JORNALISTAS eram intelectuais e de esquerda. O diploma que predominava era o de advogado. Nenhum jornalista da República de Livramento (Bicudo e outros) tem diploma. Acho que o Trindade e o Vieira também não. Boa parte da redação da Folha da Manhã, da Caldas Junior, não tinha diploma. O decreto que cria a habilitação em Relações Públicas, dentro dos cursos de “comunicologia”, foi assinado pelo Jarbas Passarinho e o Delfim Neto. Não consegui o registro por ter passado uma temporada na cadeia. Fui obrigado a fazer a faculdade. Tenho o tal do diploma. Sou professor por um descuido do sistema.
Os atuais cursinhos técnicos de “comunicologia” continuarão formando o pessoal que é treinado para escrever 30 linhas. (ponto) Bons de telefone. (ponto) Ou então com qualificação para buscar release na Secretária de Segurança Pública. (ponto). Para os que possuem o DNA da profissão o diploma é um detalhe. E quando não existia Internet o cara “cascateava” e não tinha como denunciar. A informação ficava restrita ao meio profissional. Agora, o cara “cascateia” e um blogueiro (não showrnalista) denuncia e é processado. A rede de conivências corporativas é silenciosa. Só faz estardalhaço na defesa da “liberdade de imprensa”, deles. Os atuais “showrnalistas”, todos diplomados, são e continuarão sendo cartógrafos do sistema. Mapeadores serviçais das elites. Nenhum dos 30 melhores alunos que tive em 20 anos de Fabico trabalhou em Zerolândia, poucos andaram (passagens rapidíssimas) por outros veículos da mídia corporativa e todos, literalmente todos, exercem a profissão comprometidos com a vida. Acho que dei minha contribuição na formação destes JORNALISTAS. Para todos eles o diploma foi um detalhe. Uma imposição burocrática e autoritária. Quase sempre de professores que não deram certo na profissão. Ou de acadêmicos que nunca passaram nas proximidades de uma redação.
O que vai acontecer? Não sei. A todos os piratas, hackers e anaquistas e loucos, de um modo geral, desejo sucesso na multiplicação dos espaços de liberdade. A clandestinidade exige atenção, humildade, intuição e pode ser o caminho para o exercício do JORNALISMO com o velho sentido da profissão. Propomos a multiplicação de panfletos eletrônicos. A realização de bacanais. De orgias eletrônicas panfletárias contra o sistema. Pela realização dos prazeres criminosos e ilegais. Abandonamos a idéia dos piquetes. O melhor é vandalizar. Não significa porra nenhuma protestar. Queremos atos de desfiguramento. Não aceitamos os estúpidos desperdícios como, por exemplo, a imensa quantidade de papel gasto em jornais de merda. Lutamos pela destruição dos símbolos dos impérios da “comunicologia”. Zerolância é criminosa. Aliena. O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Nunca esteve. Acabou. (ponto) Fotografem a miséria conversando com os miseráveis. Aprendendo com eles. Pela ação dos marginais, dos que estão à margem, avançamos contra a barbárie.
Jornalistas, como agentes da subversão, nunca se inscrevem para concorrer a prêmios. E muito menos ainda para o Prêmio Ari-Gó. Não são os “showrnalistas” que são premiados, mas as empresas para quais vendem a alma. É tudo matéria 500. É parte da política de relações públicas. A Esso criou o Repórter Esso para combater a campanha do Petróleo é Nosso. E o “camarada” Lula poderá ser presidente do Banco Mundial.
Viva Hélio Oticica e os parangolés!!! Queremos tudo Zensentido. Glauber Rocha não tinha diploma de porra nenhuma. E, assim, ameaçava a burguesia. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: “quem não se comunica se trumbica”.
Mil desculpas
se às vezes
perco o ímpeto
radical
Da raiz
PALAVRAS como estiletes
CORTANTES.
* Wladymir Ungaretti é jornalista e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Dulixo no Humaitá










Salve da Familía
Cultura no Brék
Tubarão

Rap no fundão do Brék
Comunidade do Brék
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Zero Treze no Ar
Web Rádio da Baixada...pilotada pelo meu parceiro Bruxxo...quem quiser sintonizar só clicar no link abaixo e curtir...tamo junto.DAS 18:00 AS 20:00 - PROGRAMA VIDA SIMPLES DJ JOTAERRE COM O MELHOR DO RAP NACIONAL E LATINO..
ÁS 23:00...DJ DMS COM O IDEIA QUENTE COM SOM VARIADO
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Resenha do novo livro de Mumia Abu-Jamal

O sexto livro escrito por Mumia Abu-Jamal desde o corredor da morte é publicado justamente no momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos lhe fecha a porta na cara, rejeitando um pedido de recurso de Mumia para que fosse repetida a fase do veredito do seu
julgamento de 1982, e a campanha para executá-lo novamente se renova. O livro foi apresentado em 24 de abril na Filadélfia, Nova York, Oakland, Detroit, Boston, Houston, Portland, Los Angeles, Seattle, Olympia, Baltimore e Washington D.C., para festejar seu aniversário e abrir uma nova etapa na batalha por sua vida e liberdade.
Conta-nos que existem dezenas de milhares de presos advogados nas prisões dos Estados Unidos. Pouco conhecidos no mundo fora dos muros, são homens e mulheres que demandam seus próprios casos, defendem outros presos ou levantam ações para efetuar mudanças nas condições das prisões. Com agudeza, respeito, empatia e humor, Mumia apresenta as palavras e vivências de uma trintena deles, alguns que ele conheceu pessoalmente nas prisões da Pensilvânia e outros que lhe têm enviado cartas ou respostas a suas pesquisas. A maioria, batalha em terreno alienígena, porque não tiveram estudos formais em Direito antes de ingressar na prisão; são autodidatas e têm aprendido a lei sob a tutoria de outros presos com mais experiência.
Diz Mumia: “Não se tem se esquecido de lutar. Não se tem se esquecido de resistir. Não se tem se esquecido de ajudar aos demais, em muitos casos as pessoas mais indefesas. E não se tem se esquecido de ganhar... Algumas destas pessoas têm salvado a vida de outras, literalmente. Outras têm mudado as regras do jogo”. Para agradecer-lhes seus serviços em proteger a Constituição, as autoridades freqüentemente castigam estes advogados mais que a qualquer outro grupo de presos.
Neste livro, conhecemos Steve Evans, que estudou direito por conta própria e ensinou muitos outros presos como disputar um caso – a todos, menos os informantes e violadores de crianças. Seu aluno Warren Henderson teve que aprender a ler na prisão, antes de estudar Direito, mas tão grande era sua paixão para a leitura que roubou centenas de livros para realizar seu sonho de organizar uma biblioteca em seu bairro ao sair da prisão, e em várias ocasiões teve êxito em defender-se. Midge DeLuca, que sofria de câncer, decidiu ajudar as outras presas doentes depois de ler uma linha de sua poetisa favorita, Audre Lorde: “Só nossos silêncios nos lastimarão”.
Também tomamos conhecimento de vários rebeldes, revolucionários e presos políticos, inclusive os integrantes e simpatizantes da organização MOVE, que desafiaram a autoridade dos Tribunais rotundamente em uma longa série de julgamentos; Rashaan Brooks-Bey, organizador de greves e outras ações pelos direitos dos presos, que junto com seus companheiros Russell Maroon Shoatz, Robert Joyner e Kareem Howard, enfrentaram o juiz diretamente e exigiram a prisão dos policiais; Martin Sostre, o legendário organizador da livraria Afro-Asiática em Buffalo, NY, que influenciou no pensamento de muitos outros presos; Iron Thunderhorse, batalhador incansável pelos direitos dos presos, agora, cego; e Ed Mead, originalmente um preso social que se tornou ativista pelos direitos dos presos, depois integrante da Brigada George Jackson e co-fundador da Prison Legal News.
Diante do desprezo dos juízes e promotores, da extrema falta de recursos, e da apatia pública, os advogados, desde a prisão, freqüentemente perdem seus casos, mas também tem alcançado impressionantes vitórias.
-- No estado da Pensilvânia, Richard Mayberry começou suas batalhas para se auto-representar em meados dos anos 60, e apesar dos duros castigos em função disso, teve que ultrapassar alguns obstáculos para fazê-lo. Também ganhou uma causa em 1978, que resultou em drásticas mudanças nas prisões de vários estados no campo da saúde, superlotação e banimento de castigos, como as “jaulas de vidro”, entre muitas outras coisas.
-- Em 1971, David Ruiz levantou uma ação contra o sistema carcerário do estado do Texas, operado como uma plantação de escravos, que resultou em extensas reformas ordenadas pelo juiz William Wayne Justice.
-- Na Pensilvânia no princípio dos anos 80, uma ação apresentada por Rashaan Brooks-Bey de parte de todos os presos conseguiu que uma unidade repressiva fosse fechada na prisão de Pittsburgh. Os presos ganharam duas horas de exercício ao ar livre em lugar de quinze minutos, serviço de lavanderia, tampas para as bandejas de comida, e uma proibição da prática de desnudá-los quatro vezes a cada vez que recebessem visitas.
-- No estado da Califórnia, Jane Dorotik moveu apelações que resultaram na liberdade de um bom número de mulheres falsamente presas na penitenciária de Chowchilla. Seu caso está destacado em um capítulo dedicado ao trabalho de várias presas advogadas ante o tremendo aumento de encarceramento de mulheres, 300% em anos recentes.
-- Barry “Running Bear” Gibbs (o Osso) conseguiu que sua própria sentença de morte fosse revogada, igualmente as de outros dois presos. Recorda-se de como se sentiu quando um dos jovens lhe contou as boas noticias. Disse Osso: “Salvar a vida de alguém por meio de tinta e papel é uma experiência gratificante e inesquecível”.
-- A vergonhosa condenação de 9 dos integrantes da organização MOVE, desde 30 a 100 anos de prisão em 1978, foi seguida por una assombrosa vitória para a organização em 1981, quando Mo e John África se defenderam com êxito contra acusações de posse de armas e explosivos. Suas táticas pouco comuns incluíram uma intimação a seus 9 companheiros presos para dar depoimentos sobre os propósitos de sua luta, o bom caráter de John África e a traição das testemunhas de acusação, mais um discurso final de John África sobre a beleza e a sobrevivência da Mãe Terra. O jurado, com lágrimas nos olhos, os inocentou completamente.
--Uns meses depois, o simpatizante do MOVE, Abdul Jon, conseguiu a revogação temporária das acusações de agressão com lesões contra ele, Jeanette e Theresa África, quando foram eles os que sofreram uma brutal agressão da polícia. Seus argumentos sinceros e lógicos tornaram risíveis os altissonantes (e falsos) argumentos da promotoria. Ainda que fosse uma vitória menor, conta Mumia, dá o sabor da longa série de processos contra o MOVE.
Mumia assinala a ironia de que ainda que John África fosse absolvido por um jurado da posse de armas e explosivos, ele foi assassinado em 13 de maio de 1985, junto com Theresa África e outros 9 integrantes do MOVE, com explosivos obtidos ilegalmente pelo governo dos Estados Unidos para bombardear a casa coletiva do MOVE. Sem dúvida, nenhum agente local ou federal foi julgado pelo crime. A única pessoa acusada, julgada e condenada a 7 anos por “incitar um motím” foi Ramona África, que “se atreveu a sobreviver a matança.” Se não houvesse movido seu próprio caso, provavelmente teria passado muitos anos mais na prisão, dadas todas as acusações iniciais contra ela.
Para Mumia, não cabe dúvidas de que, ao fim e ao cabo, a lei é o que diz o juiz. Em um capítulo interessante, explora várias definições da lei, inclusive a do homem conhecido como “o avatar do capitalismo ocidental”, Adan Smith: “A lei e os governos podem se considerar... como uma combinação dos ricos para oprimir aos pobres para conservar para eles a desigualdade dos bens, os quais de outra maneira estariam destruídos pelos assaltos dos pobres, aqueles, que se não fossem impedidos pelo governo, muito rapidamente reduziriam aos demais a uma igualdade com eles através da violência aberta”.
Sem dúvida, para os presos, a lei não é uma teoria ou uma idéia, porque vivem a brutal realidade. Alem disso, os que conhecem a história afro-americana nos Estados Unidos sabem que milhões de pessoas foram escravizadas legalmente. Houve leis distintas para os Africanos chamadas “Códigos de Escravos”, os quais reapareceram depois da Guerra Civil como “Códigos Negros” que penalizaram condutas como a vagabundagem, posse de armas, ausência de trabalho, gestos ou atos insultantes. Mumia sustenta que precisamente porque os advogados, desde a prisão, haviam desafiado a utilização da lei como instrumento de dominação, o ex-presidente Bill Clinton, em 1996, efetivou a aprovação de uma lei que limita os direitos dos presos para encaminhar apelações ou ações, e proíbe as indenizações punitivas por danos e prejuízos psicológicos ou mentais, em violação da Convenção Contra a Tortura. Aos “Códigos de Escravos” e aos “Códigos Negros”, comenta Mumia, se somam agora os “Códigos de Prisão”.
Naturalmente, o livro revela muitos aspectos das condições nas prisões dos Estados Unidos, inclusive a tortura praticada ali: “O que milhões de pessoas vimos nas reflexões espeluzantes do Iraque não era outra coisa que uma edição exterior da realidade das prisões estadunidenses: lugares de tortura, humilhação e abuso -práticas exportadas dos infernos domésticos deste país a outros no estrangeiro”.
Em que se distinguem os advogados licenciados em Direito e os advogados da prisão? O conservadorismo inerente a profissão, explica Mumia, se remonta aos dias quando os licenciados eram vistos como instrumentos da Coroa Britânica que só trabalhavam para os ricos. “Dos 56 homens que firmaram a Declaração de Independência (nenhuma mulher assinou) em 1776, 29 deles, ou aproximadamente 52 por cento, eram advogados ou juízes. Estabeleceram uma estrutura legal que protegia a propriedade, mas que depreciava a liberdade -pelo menos a liberdade do povo africano escravizado. Os advogados trouxeram com eles uma sensibilidade que está no coração da profissão, um conservadorismo inato”. De fato, os três primeiros presidentes de Estados Unidos eram aristocratas, ainda que sem título, e donos de escravos. “Estabeleceram uma estrutura legal para proteger a riqueza e o privilégio de sua classe”.
Hoje em dia quando os advogados se apresentam, não são “oficiais da comunidade”, se não “oficiais da corte”. Sua lealdade não é ao acusado se não “a corte, ao banco, ao trono civil”. Isto explica, em parte, a grande distância entre o licenciado e seu cliente e a falta de confiança que o cliente lhe tem. É quase impossível que uma pessoa pobre tenha um bom advogado e ainda más difícil quando o acusado não seja branco.
Os advogados desde a prisão, sem dúvida, têm uma relação diferente com o Estado. Em uns casos, até os advogados muito progressistas têm tomado o lado do Estado contra eles. Esclarece Mumia que em meio a histeria pós 9/11 sobre o anthrax, vários estados aprovaram leis que permitiram ao Estado abrir correio legal sem contar com a presença dos presos, em violação da Primeira Emenda da Constituição. A medida foi negociada com o apoio da liberal União Americana de Liberdades Civis (ACLU), mas, por fim, revogada graças aos duros esforços de três advogados desde a prisão -Derrick Dale Fontroy, Theodore Savage, e Aaron C. Wheeler. Por outro lado, é raro que os advogados desde a prisão negociem um caso. Não têm lealdade à corte, não são licenciados, e não têm ninguém a quem vender-se. Não são parte do “clube”.
Com todo o apreço que Mumia têm aos advogados retratados neste livro, ele também assinala os limites de seus esforços. Aos finais dos anos 70, Delbert África lhe havia avisado de uma perigosa armadilha. Explicou-lhe que o problema reside em que muitos destes presos estudam a lei, acreditam na lei, acreditam que se aplica a eles, e quando se dão conta que o Sistema não segue suas próprias leis, que, ao contrário, a lei se faz e se rompe de acordo com o desejo dos juízes, enlouquecem.
Mumia afirma haver conhecido uns presos que enlouqueceram precisamente por esta razão. Também conheceu uns que tem abusado dos presos que representam. Sem dúvida, o limite mais forte que ele assinala é a insuficiência de seus bons esforços para conseguirem mudanças fundamentais no sistema carcerário. Para acabar com este sistema, qualquer esforço para utilizar a lei contra o poder têm que ser parte de amplos movimentos dentro e fora das prisões para transformar a sociedade.
Humilde, como sempre, Mumia apenas menciona seus próprios esforços como advogado autodidata que tem ajudado a outros presos a sair da prisão. Um deles é Harold Wilson, que escolheu o nome Amin e agora participa na campanha para libertar Mumia Abu-Jamal. Foi um dos convidados a falar no evento de 24 de abril passado na cidade de Nova York.
A MANCHA ROXA

Espetáculo teatral que narra a trajetória de seis mulheres, detentas em uma única cela, se debatendo, amando, criticando, se expondo, amargurando seus dias, e definhando com a Mancha Roxa em seus corpos. A partir daí tecem suas vidas através de jogatinas humanas para sobreviver sob pressão de uma corrupta e opressora carcereira. Mulheres que "ficam pasmadas diante do espelho sem reflexo onde o tempo frio escoa no relógio sem ponteiros"
Uma das obras (senão a mais) mais forte de Plínio Marcos. E, por isso, muito pouco encenada.
Próximo sábado Dia 20/06/2009
Horário: 19h30 - Entrada Gratuita
Local: Oficina Cultural Regional Pagu - Praça dos Andradas, s/nº - Centro - Santos/SP
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Reclamar?
*Em memória de Franscisco Martins Oliveira ( Chicão)
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Recicle Ideias
Mais informações :
http://atribunadigital.globo.com/trifm/recicle/
Conexão Kolombolo e Quilombolas
Todo Primeiro Domingo do Mês
A Partir das 17hs.
Local. Sede da A.A.P.P.- Rua 5 do Jardim Leme ( Ponto Final do Circular 2) Taboão da Serra SP.
Realização:
A.A.P.P. – Kolombolo – Elemental - À.F.I.R.M.A - Z´Àfrica Brasil - C.O.N.G
Gaspar - Elemental Produções.
www.myspace.com/zafricabrasil
http://www.zafricabrasil.blogspot.com/
http://www.pontepretajdleme.blogspot.com/
http://www.livinastro5000.com/
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Poesia - Nossa senhora da Esquina

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Som da Lata

“A região da Baixada Santista não tem “ambiente” para comemorar nada”
[Bárbara Maria B. de Jesus é santista, historiadora e anarquista. Nesta entrevista, concedida à ANA, ela vai na contramão daqueles, principalmente governantes e grandes empresários, que alardeiam que não há mais poluição e degradação ao Meio Ambiente na Baixada Santista, que tudo é um “mar de negócios”, de crescimento “sustentável”. Para a jovem libertária, os grandes projetos que estão sendo divulgados e implantados na região só vão piorar a questão ambiental e social no litoral santista. Ela ainda critica fortemente o modelo econômico contemporâneo: “Essa prática "desenvolvimentista" é um embuste”. E ressalta que “o necessário agora, no patamar que estamos é desacelerar, não apenas na Baixada Santista.” Confira a seguir a entrevista de quem não caiu no conto da “sereia capitalista”.]
Agência de Notícias Anarquistas > Está chegando o Dia Internacional do Meio Ambiente. E aí, dá para comemorar essa data na Baixada Santista?
Bárbara Maria B. de Jesus < (risos) Não, não dá mesmo, ainda temos inúmeros problemas em todo o complexo da região da Baixada Santista. As indústrias de Cubatão continuam a poluir, as maiores indústrias no Estado de São Paulo emissoras de CO2 estão nesta cidade. Além disso, temos a política de expansão do porto de Santos, o que só tende a piorar a questão ambiental e social em nossa região, a poluição das áreas estuarinas de Santos-Cubatão-Guarujá, sem contar a balneabilidade das praias, que sempre estão impróprias, a verticalização cada vez maior dos prédios em Santos e o conseqüente aumento de esgoto, lixo, carros, consumo dos recursos naturais etc. No Guarujá, a água consumida pela população está com índice de coliformes fecais acima do aceitável. E a cada ano perdemos vastas áreas de Mata Atlântica. É cada vez maior a impermeabilização do nosso solo. Também podemos indicar a própria questão das moradias na região. São Vicente é uma das cidades com maior índice de favelização do Brasil, isso já demonstra o descaso dos políticos com iniciativas que realmente modifiquem a situação de miséria das pessoas. Sem ter aonde ir, elas vão parar em áreas de mangue, por exemplo. Veja o caso de “expulsão” dos índios Guarani que está acontecendo na região do Parque Xixová, em São Vicente, com reuniões para resolver o “problema indígena”. Em nossa região a especulação imobiliária ganha ares de “Cosa Nostra”, e nos deparamos com essas aberrações, entre tantas outras, como a construção de resorts de luxo, campos de golfe etc. Assim, podemos dizer que a região da Baixada Santista não tem “ambiente” para comemorar nada.
ANA > E o aumento cada vez maior de veículos de transportes na região, não são problemas seriíssimos? Parece-me insano esse consumismo desenfreado em relação ao automóvel... (risos)
Bárbara < Bom, insano é uma boa definição, a individualização crescente, o consumo desenfreado, a necessidade de “novidades” criam esta situação, cada um com seu carro, com uma arma, pronto para atacar qualquer “inimigo”, que nesse caso são os pedestres, os ciclistas e outros carros. (risos) Isso sem contar o absurdo do excesso de CO2 dos carros e de outros veículos motorizados, das bolhas de calor que ocorrem na Baixada Santista etc.
ANA > E vai ter espaço para tanta “chapa de aço”? Você não acha curioso que em nossa região tenha mais, muito mais estacionamentos que livrarias, cinemas, teatros... (risos)
Bárbara < Olha, do jeito que a coisa está, a idéia é competir com os "astronômicos" engarrafamentos de São Paulo, mais ou menos com a proporção de um carro por pessoa. Mas não podemos esquecer que a cidade de Santos, por exemplo, é uma ilha. Já imaginou, um engarrafamento que é um círculo? (risos)
Em relação às livrarias, é muito triste constatar que não apenas na Baixada Santista, mas em todo o país, o número de livrarias, bibliotecas, hemerotecas são irrisórios. Segundo dados, temos apenas 2.680 livrarias em todo o território nacional. A distribuição entre as regiões, é pior, pois 68% das livrarias se concentram no sudeste e no sul do país. Agora pensemos, o Brasil é um país de extensões continentais, e apenas isso de livrarias? Claro! Afinal, onde tem leitura, tem senso crítico! Algo muito perigoso, não acha? (risos)
ANA > Atualmente há um ufanismo muito grande de governos e corporações em torno da exploração das camadas do pré-sal na Bacia de Santos, em buscar petróleo entre 5 e 7 mil metros de profundidade, mas pouca discussão sobre os impactos ambientais que isso ocasionará. Você entra nesta euforia? (risos)
Bárbara < (risos) É, digamos que eu não sou eufórica... Na realidade o pré-sal é visto como uma "salvação" para a Baixada Santista, o que novamente é risível, e em momento nenhum foi questionado o impacto ambiental e social que isso ocasionará para a região, inclusive a "mídia escatológica" fez reportagens, para explicar aonde se encontrava o pré-sal e todo o blábláblá que conhecemos: empregos, royalties, desenvolvimento etc. Interessante notar, também, que aos olhos de todos, o pré-sal só trará benefícios! É incrível, chega-se a afirmar que nem haverá impacto ambiental! Ora bolas... O lance é o desenvolvimento!
ANA > No Estado de São Paulo, talvez, nossa região seja uma das que mais emite gases do efeito estufa na atmosfera, como o CO2, através das indústrias de Cubatão, das atividades no Porto de Santos, do tráfego pesado de caminhões, motos, carros... Em sua opinião, as pessoas da Baixada Santista estão inteiradas deste grave problema das mudanças climáticas? Com a possibilidade real da elevação do nível do mar na Baía de Santos?
Bárbara < Acho que podemos dividir em duas vertentes: aquelas que não sabem mesmo, e nem imaginam que a elevação do nível do mar, e o conseqüente “alagamento” da região é um fato, e outras que sabem, mas não se importam. Mas não precisa ser um "expert" para perceber o que está acontecendo. As chuvas, inclusive chuvas de granizo, os alagamentos, as "ressacas" em maiores quantidades e mais impactantes, ventanias, o aumento cada vez maior das doenças respiratórias etc. E temos, também, os que não se interessam, não querem modificar nada, querem mais é um carro para cada habitante, se tem bolha de calor, ora, ligue o ar-condicionado! E por aí vai... A grande questão é: a ignorância é vizinha da maldade, e assim, cabe aos que sabem, alardear a notícia, para que todos percebam que essa prática "desenvolvimentista" é um embuste. O necessário agora, no patamar que estamos é desacelerar, não apenas na Baixada Santista. Então voltamos à grande questão novamente: é lutar contra o capital!
ANA > Você falou do aumento cada vez maior das doenças respiratórias na Baixada Santista por causa das mudanças climáticas. Mas sabia que a incidência de doenças respiratórias, câncer no pulmão, na nossa região é um dos mais altos do Estado de São Paulo, dado a exposição da população a diversos produtos químicos, consumo de alimentos contaminados, entre outras variáveis?
Bárbara < Veja só, e eu que pensava que era a região do ABC, não sabia. Vale lembrar que os políticos da região afirmam que aqui tudo é "divino-maravilhoso", ar puro, mar limpo, trânsito calmo etc. Às vezes me pergunto se realmente não vivemos em universos paralelos, eles lá, e nós, aqui, no meio da poluição, do caos urbano, da sujeira, do desrespeito em geral.
ANA > Em sua opinião, a atuação do principal grupo de comunicação da Baixada Santista, Grupo A Tribuna, é de muita manipulação e hipocrisia na cobertura dos assuntos ambientais?
Bárbara < Claro! Temos na Baixada o discurso demagógico de Porto-Desenvolvimento. E aí eu me pergunto: desenvolvimento para quem? Eu? Você? A população dos cortiços do centro de Santos? O Grupo A Tribuna é político, é uma empresa comercial, de negócios, e sempre esteve ligado aos “donos do poder”, sabemos muito bem as intenções por trás do discurso de desenvolvimento da região, mais empregos, arrecadação etc. A questão aqui, é que esse discurso é engolido por muitos, e com o aparato midiático que dá sustento a essa verborragia, fica muito difícil mostrar as pessoas o absurdo que é ser a favor de uma maior verticalização da região, de uma expansão portuária completamente caótica, de mais estradas para a região. Ora, vamos discutir sobre a malha ferroviária quase inexistente nesse país! Aliás, as ferrovias que temos na nossa região foram privatizadas, e não estão servindo para transporte de pessoas, mas para transporte de cargas, soja transgênica... A política brasileira de transportes é centrada em rodovias, na construção de mais estradas, viadutos... E todo mundo acha “normal”! Pensando no Grupo A Tribuna, em alguns momentos reflito que não saímos dos resquícios do Golpe de 64, se é que você me entende... tipo... Pra frente, Santos! (risos)
ANA > Além do Grupo A Tribuna, as universidades também desempenham um papel importante de manipulação, normalização e conformismo social, não?
Bárbara < Claro! Aqui na região, o que predomina são as universidades privadas, e é claro, mesmo que tenhamos algumas que se afirmem “filantrópicas”, visam o lucro. Há algum tempo atrás, tivemos manifestações contra o aumento das mensalidades. Bom, acho que a gênese da questão é muito mais embaixo, a luta não pode ser contra o aumento, mas sim a favor de mais vagas nas universidades públicas. Infelizmente, no Brasil, existe o binômio: alunos de universidade pública – oriundos de escolas particulares. Esse é o problema, e os campi das públicas aqui, ficam relegados a um pequeno grupo de “abastados” que vão morar na praia. A população da Baixada Santista não participa da qualidade do ensino, e o conformismo, a normalização passa por aí. Já viu o campus da UNESP, em São Vicente? É vergonhoso! E nos vemos “lutando” a favor de mensalidades mais baratas. Poxa, isso é muito triste e ingênuo ao mesmo tempo.
ANA > Chama minha atenção também o fato que muitos cursos de gestão ambiental, tecnologia ambiental, e outros mais, são ministrados dentro da perspectiva do “desenvolvimento sustentável”, do crescimento econômico infinito num Planeta finito, de que é possível crescer em harmonia com a natureza, acreditam nas novas tecnologias... E para piorar muitos destes professores são diretores de ONGs ambientalistas, ou fazem parte de conselhos “verdes” de grandes empresas... Tragicômico, não? (risos)
Bárbara < Sim, patético (risos). Andei pesquisando sobre o tema e achei duas "profissões" de meio ambiente, veja só: contador ambiental e gestor ambiental, sendo definido o primeiro como aquele que contabiliza os benefícios e os malefícios de determinado produto em relação ao meio ambiente, e o outro é conhecido como "gerente do meio ambiente". Bom, só por essas já entendemos que o meio ambiente é um empreendimento, onde temos que fazer a "redução de danos", ou seja, produzir cada vez mais, mentindo com a mesma velocidade. É algo como a propaganda do Banco Bradesco: abra uma conta bancária e salve o meio ambiente! Consegue ver relação? Pois é, eu também não. (risos) Esses cursos pretendem é abrir o caminho das empresas para isenção de impostos com o que agora é chamado de "terceiro setor", onde o politicamente correto é alardeado, e assim paga-se menos em tributos, simples assim, na lógica do capital. E preparar alunos para a “sociedade de mercado”, acríticos...
ANA > Te surpreende o fato de muitas ONGs ambientalistas da nossa região não ter em sua base de princípios idéias anticapitalistas?
Bárbara < Não me surpreende, infelizmente. Na realidade, várias ONGs da região da Baixada Santista, e de várias partes do mundo, colocam-se como “terceiro setor”, que nada mais são do que um “braço” das empresas, justamente aquelas que poluem, degradam, causam os maiores impactos ambientais. E dentro dessa “lógica bizarra”, a empresa, a máquina capitalista é empreendedora, e com isso, desenvolvimentista e “do bem”. O que vemos são grupos (partidários ou não), que utilizam termos do “politicamente correto” para conseguir arrecadar dinheiro e marketing pessoal. Isso ocorre aqui na Baixada, isso ocorre em vários lugares. Cito o exemplo das propagandas do refrigerante da Coca-Cola, que está sendo veiculado na TV, faz-se claramente a referência de “compre uma Coca-Cola, e proteja o “meio-ambiente”. (risos) É bem nesse absurdo que muitas ONGs trabalham.
ANA > Além das aberrantes contradições e oportunismos que muitas ONGs ambientalistas carregam, ademais dos dirigismos, hierarquias, centralização... têm o fato que elas desmobilizam, domesticam e superficializam à luta ecologista estritamente no campo jurídico, da democracia burguesa, das representações, criando uma falsa esperança de que advogados, juízes ou promotores vão barrar qualquer projeto. O que você acha?
Bárbara < Concordo plenamente, vejamos exemplos práticos: o loteamento Iporanga, no Guarujá, foi "aceito" pela lei, está dentro de reserva de Mata Atlântica, isso porque nós atualmente só temos 7% de mata original, o megalomaníaco projeto de Silvio Santos, com o grupo Jequitimar no Guarujá é a mesma coisa, a praia, pública, tornou-se privada, e aceita pelos "órgãos competentes". A Mineradora Rio Branco, não diminuiu suas retiradas de cascalho dos leitos do Rio Branco, em Itanhaém, o Mendes, empresário do ramo de construções de Santos, não pára de fazer suas "aberrações artísticas" em formato de prédios que mais se parecem com a Caverna, do Saramago. Esses são pequenos exemplos do que foi "legalizado", amortizado, pela esfera jurídica, e não resolveu os problemas reais que a população enfrenta. E é nesse momento que acredito na validade das ações diretas, como vemos em outros países.
ANA > Como você vê a questão de muitos projetos desenvolvimentistas negativos ao meio ambiente da região ser amparados por órgãos e secretárias ambientais?
Bárbara < O lobby está aí, ele existe, o enriquecimento ilícito também, temos em todo o país uma "máquina viciada" em corrupção, para todos os lados, secretarias municipais, estaduais, ministérios. São órgãos partidários, e suas campanhas são patrocinadas exatamente por esses "bons moços" que querem o desenvolvimento. No final, tudo se resume a uma troca de favores, de dinheiro, de poder... E a Baixada Santista não é nem um pouco diferente, em Cubatão, só faltam afirmar que o "ar é respirável" e querem mais indústrias. Em Santos, todo o excesso de lixo, esgoto etc., e mais prédios, aumentando o Porto, no Guarujá a mesma coisa. Em Praia Grande uma idéia de criar Porto Seco, em Itanhaém, um aeroporto... Eu nunca vi uma secretaria de meio ambiente da região criticar algum projeto de modo efetivo, proibir algo, tudo é "questionável", "resolvível"...
ANA > Às vezes fico me perguntando como na nossa região, que já foi porta de entrada e berço dos anarquistas, até chamada de “Barcelona libertária brasileira”, hoje, praticamente, se transformou num cemitério em termos de lutas sociais, de pensamento critico, antagonista... Você como historiadora, qual a leitura que faz de tudo isso, deste esvaziamento de lutas e idéias?
Bárbara < Penso que a questão é em âmbito nacional, não apenas regional, o que ocorre é um “esvaziamento” de idéias, um mais do mesmo, o papinho do Fukuyama com o Fim da História depois da Queda do Muro. Caramba, muita gente engoliu! Aí caímos de novo no que ocorre no Brasil, essa individualização, esses Big Brothers. O dinheiro norteia a vida das pessoas, eu não sou ingênua, sei muito bem disso, mas, só isso? Você anda nas ruas e ouve as pessoas falando da crise econômica, de uma forma que dá a entender que todos são patrões! O crescimento absurdo dessas igrejas onde a salvação é aqui e agora, onde você precisa ter para ser... Nossa sociedade foi criada na violência, na submissão, com exceções à regra, mas sempre com esse fantasma, não podemos nos esquecer disso.
Temos no Chile inúmeros grupos que se articulam e criticam as políticas de privatização do ensino, por exemplo, aqui em nosso Estado, os professores não conseguem mobilizar uma greve descente, mesmo com as arbitrariedades do governo e a educação pública jogada no lixo. Esse conformismo, do tipo “o brasileiro é pacífico”, é altamente deglutido pelas pessoas, e aí nos vemos com essa patifaria, pequenas mobilizações, juntar meia dúzia de pessoas, e só. Após o 11 de setembro de 2001, realmente o movimento antiglobalização deu uma diminuída, a política do terrorismo ajudou e muito para isso, mas após mais de 6 anos, e com tudo o que está acontecendo em termos de política nacional e internacional, das reuniões de cúpula, das questões ambientais, “crise financeira” etc., há uma possibilidade de mudança, mesmo que em pequena escala. Mas no Brasil, ora, no Brasil... Fica tudo igual! Uma vez li um texto do João Cabral de Melo Neto, que afirmava que as pessoas no Brasil estão muito mais preocupadas no que comer, do que em luta social, acho que em grande parte isso ainda continua, e olha que ele escreveu isso na década de 40. Claro que aqui eu estou generalizando, existem grupos, pessoas, autônomos etc. que querem modificar essa realidade débil em que vivemos, mas na conjuntura geral, nós aqui não conseguimos atingir 1% da população. Tá compreendendo?
ANA > Há potencialidades de surgir novos horizontes de lutas libertárias na região? De mobilizações, ação direta, desobediência civil... Ou são muitas barreiras...
Bárbara < Eu acredito que sempre há possibilidades. (risos) Eu preciso acreditar! Penso que as barreiras são muito mais individuais. Pessoais em um primeiro momento, porque se a idéia é questionar, mobilizar etc., sabemos que a máquina, que a mídia, que o capital irá tentar de todas as maneiras nos “normatizar”, ou, o que é pior, transformar o ideal em um consumo. Por exemplo, se eu quiser fazer um “visual” agressivo, vou à C&A e compro uma camiseta já rasgada, uma calça já manchada, e por aí vai... Mas para conseguir mobilizar, aglutinar pessoas, temos que ter uma parcela da população interessada nisso. Mas, afinal, o que realmente as pessoas querem? Está aí uma boa pergunta, porque qualquer demonstração de ação direta é vista por muitos, e aí vamos colocar partidários ou não, como atitudes “radicais”. Ora, radical é termos seres vivos que moram em caixa de papelão!
Além dessas barreiras, temos os “anarquismos” também, e fica complicado, porque na realidade a luta torna-se uma grande briga de egos, e de “verdades absolutas”. A realização de ações realmente práticas só darão efetivamente certo, no momento em que essas barreiras acabarem, ou na pior das hipóteses, diminuírem. É parar de achar que todos são inimigos em potencial. Então temos duas questões, os “ismos” e as pessoas... ou então ficamos como estamos, com pequenas ações pontuais, e só. Seguindo com paus, pedras e poesias, ou esperando alguma mágica acontecer...
ANA > Faz pouco tempo você retornou do Estado de Roraima. Houve algum momento que você sentiu a força da Mãe Terra? (risos)
Bárbara < (risos) As chuvas amazônicas, realmente são de impressionar, e quando aquelas gotas gigantescas caíam, fazendo o barulho de uma enxurrada, e depois saía aquele sol dos trópicos, onde dava para ver nas poças os girinos, era algo que me deixava "de cara". Mas lá, apesar de todo o esplendor da natureza, se apresentam o mesmo discurso "desenvolvimentista" com os arrozeiros, os madeireiros, os criadores de gado...
ANA > Sua pequena e fofa filha se chama Gaia. É uma homenagem à Mãe Terra? (risos)
Bárbara < Claro! Sempre gostei de mitologia, e as relações entre a Deusa Gaia e a Natureza. Ela como o espírito da Terra, é algo muito poético e belo, inúmeras histórias da mitologia grega relatam o sofrimento de Gaia quando em épocas de guerra entre homens ou deuses que usam aquilo que ela criou com todo o amor, para destruir uns aos outros. Ótimo mesmo é ouvir ela, que tem 6 anos, explicar a genealogia do próprio nome. Simples assim: Gaia é Terra!
ANA > E alguém, mãe ou pai das amiguinhas dela, parentes... já “torceu o nariz” por causa deste nome? (risos)
Bárbara < (risos) Inúmeras vezes! O que me irrita mesmo é quando perguntam e falam: “Ai, que diferente!” Porque nessa hora você, só pelo tom de voz percebe que a pessoa não tem idéia do significado, nem nada. Mas em relação às outras crianças da idade dela, com o nome é algo bem tranqüilo, uma vez que crianças não são preconceituosas, discriminatórias. Elas tornam-se assim, com o passar do tempo, o que é uma pena. Mas a Gaia sabe explicar o nome dela direitinho, e para os adultos também! (risos)
ANA > As últimas palavras são suas.... Valeu pela paciência! E vamos torcer para que os leitores que chegaram até aqui não nos chamem de “eco-apocalípticos”. (risos)
Bárbara < Valeu pelo espaço, e que possamos sim, deixar um "ambiente" para todos que estão aí e os que virão. Meus netos? Talvez... (risos) Para isso, e não tem jeito, é luta, é conscientização, respeito, e compreender, como disse os indígenas da Nação Crê: “Quando a última árvore for abatida, o último rio secar, e o último peixe for pescado, então o homem vai perceber que o dinheiro não é, afinal, comestível.”
agência de notícias anarquistas-ana
"Majestoso ipê
Um dia já foi semente
nas mãos de meu avô"
Eunice Arruda
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Just Seeds

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Sábado, 23 de Maio de 2009
Versão Popular
É mais um grupo do extremo sul de São Paulo;
Cinco integrantes, ou seja, um time de periferia
Jogando sempre a favor da simplicidade do povo brasileiro
Com o intuito de trazer novos ouvintes a musica rap;
Cocão, COHAB São Luis
DJ Zeca, Jardim Jangadeiro
Preto Will, Jardim Letícia
Kelly e Leandro representando o Grajaú
Da a formação ao grupo Versão Popular!.
Perto de completar dez anos de caminhada,
Trabalham seu primeiro disco, o qual o titulo
Quem viu, viu , Ouviu também
Diz tudo por eles, e por muitos
Que sobrevivem No cotidiano.
O disco terá algumas participações de nome como:
O Rapper e produtor “B. Valente”
Que há algum tempo soma nas produções com Cocão
Nego Chic que representa o grupo de rap,‘ Os Guerreiroz ”
Terá sua voz e malandragem em uma das faixas:
Sem esquecer da presença ilustre do mestre da poesia
Sergio Vaz, líder e fundador do sarau da cooperifa,
É quem abrira uma das musicas com um dos seus poemas;
O grupo também freqüenta o sarau da cooperifa,
Local onde Cocão diz ter suas letras lapidadas
Com batidas diversificadas, e idéias contundentes
Os mesmos se esforçam para chegar e
Ficarem com nome no cenário rap.
Da rua pra família é nois mesmo!
CONTATOS: (11) 9391-3503 MAURO
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Free Art 3

O evento de artes mais inovador dos últimos tempos chega a sua 3ª edição e volta a acontecer na rua, assim como na 1ª edição.
Depois de acontecer dentro da Galeria Mônica Filgueiras, nos Jardins, e superar todas as expectativas, o Free Art Fest volta ao lugar de estréia, oBeco do Graffiti na Vila Madalena.
O evento será no dia 27 de junho com a festa de lançamento do Grude Zine, do fotógrafo Neco Soares.
Os artistas interessados em participar doando suas obras, acessemwww.flickr.com/photos/freeartfest para mais informações.
Projeto PerERÊ
*clique na imagem para ampliar
18º Favela Toma Conta
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Sarau Cooperifa
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Herança
Que lugar é esse que cresce tão depressa?Pra que tanto carro?Pra que tanto prédio?Pra que tanta sala ?Pra que tanto tédio?Felicidade com data de validade.Liberdade assistida via satélite.Fazendo de privada sua propriedade.Os monstros dos contos infantis...Hoje portam canetas que mais parecem fuzis...Alguns apontados para si.De natureza má surgem mares de produtos...Alguém segue falando sozinho com a solidãoTrocam-se sonhos por papéis...Desapego da alma..Corpos virados ao avesso...Tentativas frustradas de sucesso...Sentimento na sola do pé.Trancado num comodo de concreto...Pedaços de vida de um quebra-cabeça incompleto.Olhos perdidos espelindo medoMãos estendidas aos montes..mais só para empurrarOuvidos antenados prontos pra condenar.Várias janelas acessas de auto estima apagada.Vagões de um trem desgovernado...Nem o planeta aquece tanto coração gelado.O futuro segue a banho mariaConformismo 3 vezes ao dia.Desculpe-nos o transtorno...Homens em desenvolvimento.Meio ambiente é tudo meu filho...Não só o cimento.Por favor moço tem remédio pra ganância?Ordem, progresso e bonança.Na UTI agoniza a esperança...Pras nossas crianças...Cavalo de tróia como herança!
Tubarão
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Profissão Periferia

Antigamente os lixos eram revirados pelos cachorros que se davam o nome de vira-latas, até hoje conhecidíssimos, remexiam a procura de algo para se alimentarem, deixando as mulheres donas de casa que ajeitavam os sacos com os resíduos da cozinha, e os colocavam em frente a seu portão, para serem recolhidos pelo caminhão dos coletores de lixo. Como sempre antes que os mesmos chegassem os cachorros faziam à festa e, rasgavam os sacos espalhando todas as imundices pela calçada e no meio da rua, as mulheres ficavam furiosas espantava os animais com vários gritos, quando viam os filhos dessas mesmas mulheres em defesas da mãe atiravam pedras nos animais, no entanto nos dias de coleta era sempre a mesma coisa.
Por causa desses tormentos inventaram umas lixeiras que ficavam longe do solo, era sustentado por uma barra circular de ferro, em sua ponta se localizava o local para colocar os sacos de lixo, assim facilitou o trabalho das donas de casas, pois o lixo fica longe dos animais.
Alguns lixos ainda se encontram na calçada, atormentam ainda as donas de casa, porque não é toda residência que tem uma lixeira, sabe se lá porque nem todos adotaram essa técnica.
Hoje em dia principalmente nas vilas ditas periferias, as lixeiras passaram a ser alvo dos homens; isso mesmo dos homens, seria ironia dizer que disputam território com os mamíferos quadrúpedes, esses homens muitos deles desempregados com idades avançadas, se aposentaram se desligando de uma empresa, recebem salários insignificantes que mal da para o pão de cada dia, porem é natural ver também, crianças que se ocupam desses afazeres e quando famintas, pega do lixo qualquer alimento que pareça estar em boas condições para matar a fome, jovens que se perderam na vida por fatalidades, oportunidades que não conseguiram obter melhor posição social, largaram os estudos muitos se entregou a bebidas alcoólicas outras pessoas sem famílias, que vieram para cidade grande em busca de estabilizar-se em uma empresa e se dar bem na vida, como o destino prega coisas contraria oposto à razão que ficamos sem entender, então esses homens velhos ou jovens têm que sobreviver, pois viver não dá mais logo vegetam. Então fazem de catar lixo suas profissões.
E olha que se tornou uma oportunidade disputadíssima, são homens e mulheres em busca da sobrevivência esses lixos caseiros são vasculhados por eles que procuram latas, papelões, garrafas, ferro e tudo o mais que possa ser vendido, espantam até os cachorros que se aproximam, e todas as vezes que o caminhão do coletor de lixo passa nas ruas dos bairros, antes que os mesmos eles aparecem e reviram todas as latas e sacos de lixos, todos trabalham para os tais ferro-velho, que trabalham para as companhias de aparas de papelão, alumínio e outros materiais recicláveis, pagam uma ninharia pelos serviços prestados aos catadores de lixos que enchem seus carrinhos de madeiras com os materiais. Tem catadores de lixo que trabalha com disposição para levar o sustento de cada dia para dentro de seus aposentos, com o pouco que ganham comprar o necessário para o consumo pessoal e de seus familiares, outros são ociosos gastam o que ganha com cachaças e cigarros vivem pálidos, descarnados e quebrados sem brilho.
Os que são fiéis ao seu trabalho, ajeitam os montões de lixos das casas em um só local da rua facilitando o trabalho dos homens da limpeza pública, que recolhe e conduz ao deposito de lixo para ser incinerado, aterro sanitário, o lixo é enterrado e compactado por tratores.
As donas de casas agora não mais se preocupam com os cães e nem com o homem, certo que alguns parecem individuo salteador, porem é melhor revirar o lixo da dona de casa do que a casa da dona.
E as protetoras dos lares domésticos ficaram mais apreensivas, nada a ver com os homens maltrapilhos que catam os lixos e, sim pelo respeito a eles que são pessoas as quais não tiveram instruções e nem berço familiar, ou por ironia do destino caíram nesta vida, teriam essas mulheres que orientar seus filhos, pois sabemos muito do que uma criança pode fazer um garoto peralta, por exemplo; todo cuidado é pouco, logicamente que não podemos maltratar nem um animal.
Mas, quando do raiar com os cachorros pela baderna que aprontavam nos cesto de lixos, seus filhos vinham em suas defesas, tinham que orientá-los; a não lesá-los fisicamente, atirando-lhes pedra ou até mesmo os atacando com pedaços de madeira e, qual seria a reação das crianças ao ver um homem, que anda mal vestido e esfarrapado, parado a frente de seu portão ainda mais revirando latões de lixos, que transbordam alguma coisa de útil, ou tudo seria inútil. E essas mulheres com seus afazeres caseiros já educam seus filhos para serem homens de bem, porem ao presenciar uma atitude dos catadores de lixo perante os seus filhos, teriam que reeducá-los e de certa forma dizer a eles que é a luta pela sobrevivência, que o trabalho engrandece o espírito humano, faz a pessoa ser digna e manter uma postura de um vencedor, que não é vergonha nenhuma trabalhar, seja ele qual for o serviço, por tanto temos que respeitar a todos como a nós mesmo.
A verdade é que os homens ditos catadores de lixos quando na verdade não são lixos e, sim materiais recicláveis, separados, que vão ser usados para se tornarem matérias primas de um novo produto ou serem aperfeiçoados, os vidros e garrafas podem ser usados para fazer novos vidros e garrafas, restos de metais, papeis, e papelões também podem ser reciclados, resultando em um admirável produto para a serventia da sociedade. Muito desses homens freqüentemente quando do dia de recolher os lixos das casas eles estão, assíduos em seus lugares com seus carrinhos de madeira ou aqueles feito com a carcaça de geladeira onde colocasse duas rodas, para mais um dia de trabalho árduo, mas também gratificante em alguns momentos.
Dulixo no Jockey Clube em São Vicente
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
28 anos sem o Rei do Reggae
A 28 anos atrás falecia em Miami na Flórida aos 36 anos um dos maiores representantes do 3º mundo na cultura mundial, através da música reggae, Robert Nesta Marley...prestamos aqui nossa homenagem a quem sempre lutou pelos excluidos com suas letras sempre politizadas e pregando a união entre os povos...Haile SelassieI....Jah RastafarI !!























